0 pintor Israel Pedrosa, "Revelador da Cor Inexistente", como o denominou afetivamente Carlos Drummond de Andrade em Contos
Plausíveis,
"com sua personalidade de Pintor pura e puramente ", na observação de Antonio Houaiss, traz neste conjunto de textos publicados nos últimos
quarenta anos, agora reunidos em comemoração de seu 80° aniversário, suas preocupações e considerações gerais sobre Arte, que ultrapassam
os limites puramente estéticos, inscrevendo-as no âmago do circuito da contraditória cultura de nosso tempo, iluminando-o.
Nestes ensaios, conferências, entrevista, prefácios de livros e apresentações de exposições em que aborda questões essenciais da vida e
da obra de Candido Portinari, Antonio Parreiras, Eugenio de Proença Sigaud, Antonio Bandeira, Iberê Camargo, David Alfaro Siqueiros,
Geir Campos, Monteiro Lobato e Martinho da Vila, entre outros, transparecem a paixão e coerência de uma vida inteira em busca da beleza,
onde quer que se encontre, e dos poderes da Arte como instrumento de fascínio, transformação humana e elevação espiritual, em meio ao
torvelinho dos caminhos e descaminhos de hegemonias estéticas marcadas pela cultura de massas, pela ação da indústria cultural e pela
rigidez política e ideológica dos campos litigiosos da "Era dos extremos".
Bilhete de Mauro Villar a Israel Pedrosa, sobre o livro:
( O bilhete é de Mauro Villar - lexicógrafo,
homem de livros que trabalhou no Aurélio e é hoje o presidente do Instituto
Antonio Houaiss. Coube a Mauro Villar terminar o trabalho de seu tio que
culminou no "HOUAISS", o grande Dicionário da Língua Portuguesa. )
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